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quarta-feira, 16 de março de 2011

Se aproveitando de crises e catástrofes para botar em prática idéias e ter um case real seu para portfólio


Para dar uma ajudinha na sua carreira separei dois exemplos que mostram como as catástrofes e crises podem ser uma catapulta para boas idéias, promover informação e ainda servir de portfólio para você.


1 - @caosrj

No final do ano passado acompanhamos a retomada dos morros cariocas por conta da polícia. Quando a imprensa chegou aos locais de reocupação, da presença policial, eles precisaram checar as informações para poder dar uma notícia com credibilidade. Para isso levava um tempo até terem a confirmação que um fato era boato ou verdade.
Percebendo esse atraso no repasse da informação o estudante jornalismo Pablo Tavares começou a verificar por conta própria  se algumas notícias eram verdadeiras  ou falsas e passou a postá-las em perfil que ele criou no twitter com o nome de @caosrj.

Pablo passou a ser uma fonte de consulta importante para a confirmação de noticias. Ele aproveitou a oportunidade para prestar um serviço de jornalismo cidadão.


2 - Belém Trânsito e o desabamento do Prédio da Real Construtora 


Em janeiro houve em Belém a tragédia do desabamento do prédio da Real Construtora. O Belém Trânsito percebendo a mesma demora dos veículos locais no repasse da informação começou um trabalho de checagem de informação dada por usuários no twitter e repassava aos seus seguidores se tal informação era verdadeira ou não.

Os dois casos mostram que a imprensa tradicional ainda está aprendendo usar as mídias sociais a favor do jornalismo e isso deixa abertura para que estudantes de comunicação, principalmente os de jornalismo, possam prestar serviços a sua comunidade para transmitir informação, checar fatos e passar notícia na frente dos veículos atuando como fonte de informação relevante, além de servir como um exercício de aprender do fazer jornalístico. Não esquecendo que isso pode virar um bom case para o seu portfólio.

Isso não se aplica só aos estudantes de jornalismo. Em Belém somos carentes de cobertura, via mídias sociais, de qualquer evento. Como disse no começo a falta de oferta de estágio ou emprego pode ser uma excelente forma de botar em prática idéias que poderão servir de vitrine para a sua carreira.
Pense Nisso.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Escolhendo uma área dentro da sua profissão.



Essas dicas são para quem já está cursando comunicação. Lá pelo 5º semestre você começa a se perguntar (ou já esta se perguntando) em que área atuar dentro da sua profissão?
Costumo dizer que profissão é igual a futebol, onde o jogador precisa escolher em que posição vai jogar mesmo aqueles que jogam bem em todas as posições escolhem uma ou umas para atuar. Na comunicação não é diferente, na minha área, por exemplo, (publicidade) existem varias outras segmentações para atuar, como redação publicitária ou atendimento.
Não é uma tarefa fácil escolher uma segmentação, também não há formula pronta para isso, mas eu vou dar umas dicas que aprendi na marra depois de passar por vários estágios antes de descobrir o que realmente queria fazer.

Escolhendo o que você não quer fazer

Sei que é dificil escolher uma segmentação quando se tem várias opções, foi assim comigo e acredito que deve ser assim com muita gente. A primeira coisa que aprendi foi o que eu não queria fazer da minha vida. Eu não queria nada em que eu tivesse que usar corel draw, photoshop, illustrator e outros softwares de edição e vetorização de imagens.
Cheguei a essa conclusão quando tive que estagiar em uma cooperativa de crédito e lá eu tinha que ser o designer/ilustrador/arte finalista. Quando me candidatei a vaga eu achava que as experiências que havia tido na universidade eram o suficiente para me tornar um. No dia-a- dia do trampo eu me irritava, não com o trabalho, com a exigência que a função me pedia e que eu não tinha o fascínio em aprender.
Ao sair do estagio separei uma lista de coisas em que eu não tinha habilidade ou que não me causavam interesse e comecei a pesquisar sobre as áreas que necessitavam dessas características e fui descartando da minha lista, mesmo que isso significasse ficar um bom tempo sem estágio por não haver vagas na área que eu queria.

Amigos e família são para falar na cara.

Amigos e família conhecem você muito bem, então que tal perguntar a eles quais são seus defeitos e qualidades?
Sei que parece obvio dar essa dica, mas você irá se surpreender com as respostas deles. Coisas que você nem imagina que pensam sobre você irão surgir, assim como as que você já está careca de saber. Isso ajuda na hora de escolher áreas que exigem, digamos, “habilidade humana”. Características como ser simpático, prestativo, paciente são fundamentais em publicidade para ser um bom atendimento. O que naquele momento eu descobri que não era.

Amigos de faculdade e professores também são para falar na cara.

Não adianta, você vai ter que mostrar o que sabe fazer pra essa gente. É igual ao que foi dito na dica acima só que dessa vez é preciso mostrar as suas produções acadêmicas ou trabalhos se você já fez algum.
Essas pessoas vivem o dia a dia do curso e da profissão por isso saberão dar a opinião que você precisa. Faça um filtro antes. Escolha aqueles que você considera os melhores, com opiniões relevantes nas discussões em sala de aula, professores que trabalham na área e não simplesmente só dão aula.

Não é porque você não sabe ou não tem que não poderá ser um dia.
Você não será diagramador, assessor de imprensa ou a área que escolher pro resto da sua vida.
As pessoas mudam, as profissões mudam e você não vai ficar sendo a mesma pessoa sempre. Se hoje você não tem um conhecimento específico ou habilidade para uma determinada função não quer dizer que daqui a algum tempo não terá. Há dez anos a profissão de analista de mídias sociais não existia, portanto estudar sobre o mercado local e global, sobre a evolução de nossas profissões, bater um papo com seus professores e profissionais que já estão atuando na área pode ajudar na tomada da decisão. 

Curtiu as dicas? Então passa o pano em um fanzine que eu fiz nos tempos de faculdade e que da outras dicas bem legais


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Design Ativista- Contribuição para a sociedade usando o conhecimento obtido na universidade


Eu sempre bati na tecla que temos que arrumar alguma forma para colocarmos o que aprendemos na universidade a favor da sociedade.
Eu  era bolsista do PROUNI e me perguntava como eu poderia dar uma resposta a sociedade com que aprendia. No final do curso tive a ideia de criar este blog.
Assim como eu, o meu amigo Fábio Bastos criou um blog em prol de uma causa e colocou seu conhecimento para a favor dela. No caso dele não foi uma causa específica e sim várias.

No blog o Fábio define o que seria Design Ativista:
Design ativista é criar idéias visuais que contenham mensagens utéis para as pessoas, seja uma placa de “não-fume” bem-humorada, um adesivo incentivando a paz no trânsito, um cartaz falando dos direitos do consumidor, ou qualquer outra idéia que as pessoas se interessem de baixar e imprimir. Tudo é grátis. Você também pode mandar a sua arte desde que esteja dentro dos propósitos aqui descritos.


Achei legal falar dele aqui pra mostrar que também podemos ser agentes de tranformação social. Geralmente só fazemos esse tipo de trabalho quando um professor passa como tarefa ou quando estamos em agências.
Se algém estiver desenvolvendo um trabalho igual é só entrar em contato pelo
@camisa_nova ou camisanova2@gmail.com que divulgamos aqui.

Clique aqui e conheça o Design Ativista

Ps: Como já disse antes, ideias como esta diferenciam você dos seus concorrentes na hora de bater em uma porta atrás de estágio

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que as agências de Belém querem de você- Parte II. Glauco Lima



Quando escrevi o  post sobre O que as agências de Belém querem de você? ele teve uma boa aceitação, entretanto fiquei neurado pelo fato das dicas não serem de um profissa local.
Para eu ficar relax e dar uma informação mais próxima da nossa realidade perguntei para alguns profissionais da mangueirosa  "O que as agências de Belém querem de você".
O primeiro a responder foi o Glauco Lima, publicitácio (lógico!) e ex sócio-diretor da DC3 Marketing e Comunicação
Passa o pano nas dicas.

"Bem, eu não tenho um estudo sobre a opinião do conjunto das agências do Pará. Mas vou falar por mim. Eu espero que o cara esteja muito bem informado sobre o mundo, a vida, a cultura, a economia, a política, não precisa saber tanto das propagandas, dos anúncios, mas saber sobre a roda do mundo. É preciso que esteja disposto a fazer de tudo ligado ao ofício, desde as tarefas aparentemente mais insignificantes. 
Tudo é aprendizado. 
É preciso gostar da vida, de um partido politico, de uma mulher, de uma arte, de um esporte, ter alguma paixão. Não se preocupe com salário logo. Lembre que numa boa escola você paga pra aprender. Num estágio você aprende sem pagar. Não espere os modelos tradicionais de oportunidade, o jovem pode se oferecer para ser o marketing de uma ONG, sem ganhar nada e apresentar isso no portifólio. Tem muito mais valor do que anúncios "geniais" criados para situações fantasma."

Espero que as dicas tenham sido valiosas.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O que as agências de Belém querem de você?


Ano passado eu vi um post no CHMKT que falava sobre uma entrevista do Zach Canfield sobre o que as agências realmente procuram nos profissionais em que desejam contratar.
Este é um tema que interessa 10 entre 10 novatos da pubs (pra quem ainda não sabe é publicidade para os íntimos). Afinal quem não esta procurando um trampo, ta querendo saber se está agradando.
Antes de você perguntar quem é esse tal de Zach Canfield nós vamos explicar
Esse cara é o responsável pelo recrutamento e seleção de uma das maiores agências de publicidade do mundo a Goodby Silverstein & Partners.
Zach Canfield deu uma duas entrevistas para a Advertising Age e deu dicas para quem está querendo entrar no mercado e num sabe o que fazer. As dicas são muito interessantes pois não ficam naquela de "monte o seu portfólio e blabla". Elas se focam em uma coisa, você.
Não colocaremos todas as dicas para vocês porque algumas delas não se adequam ao nosso mercado, porém, as que estão abaixo se encaixam perfeitamente. Também coloquei algumas contribuições sobre o que aprendi na base da porrada já que num tinha ninguém pra perguntar.

vamos as dicas

1- Paixão e inteligência
Segundo ele essas são as maiores qualidades que uma agência procura em um novato. Ele diz que se um estudante ainda não tem experiência essa será a sua contribuição para dentro da empresa.
O profissional precisa de amor  pelo que faz e ter sabedoria para conduzir suas tarefas no dia a dia.
Zach afirma que essa  qualidade também é importante para inspirar funcionários veteranos.

2- Faça um bom trabalho 
Parece óbvio dizer isso, mas por ser tão óbvio que esquecemos de fazer.
Zach se refere que fazer um bom trabalho não é apenas ter um bom portfólio, claro que isso ajuda mas não é tudo, você deve ter um bom design de currículo.
- Como assim Bial?
 Cara, se tu queres ser diretor de arte, designer, web designer e o escambal a quatro, do que adianta ter um portfólio fodástico se teu currículo esta em uma pagina em preto e branco no word? E se quiser ser redator, será que seu texto do seu CV explicando motivo pelo qual quer trabalhar e convincente? 
Clica nesse link do OB  e presta atenção no anúncio dessa vaga que pede currículo e portfólio.

3- Visão do todo
O profissional precisa da noção de várias áreas da pubs, experiência em mídias digitais e de massa e entender de negócios.
Mesmo que você queira ser um redator, tem que ter noção de design, tem vezes que você só consegue explicar o texto mostrando ele no layout e vice verça.
Ok! Sei que isso é pedir demais para um iniciante, mas dá para começar aprendendo perguntando para os colegas de sala que já trabalham em agências, caçando blogs de publicidade e por ai vai.

Sendo Sincero 

Como disse antes, por essas dicas serem de um profissa de fora do país parecem fora da nossa realidade, mas é só impressão.
Acreditem eu já fiz concorri a uma vaga em  agência que antes de conversar com o diretor de criação eu tive que passar por uma entrevista em uma empresa de recrutamento. Lá por incrível que pareça me perguntaram coisas nada  haver com nossa área. Rolou até um teste psicoténico. Contudo. quando fui estagiar em uma cooperativa (sim, também a vida publicitária fora das agências) se eu não estivesse preparado sabendo dessas dicas eu tinha dançado na vaga.
É lógico que  nem todas as agências de Belém irão procurar essas características nos seus profissionais, mas é melhor ficar sabendo logo. Nunca sabemos o dia de amanhã.

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